Blippando geral!
filed in Músga, Redes Sociais, Social Media, Twitter, blip, inovação on Sep.08, 2008
“A revolução não será televisionada.”
Esta afirmação, tão verdadeira na década de 70, já caiu em desuso e passou ter um significado completamente diferente. A (r)evolução já está em curso há tempos, e vem sendo acompanhada por blogs, twitters, wikisites, vídeos no youtube e comentada nas redes sociais. Mas faltava uma trilha sonora de acordo.
Pois atrevo-me a dizer que o primeiro elemento verdadeiramente revolucionário em Social Media que envolva Música é o Blip.fm.
Misturando as características do Twitter com pitadas de Last.fm e de YouTube, o Blip se transformou na mais nova coqueluche do “povinho antenado” – os early adopters que acabam validando ou não iniciativas de colaboração e geração de conteúdo.
Centenas de usuários de twitter e blogs estão encantados, trocando trilhas sonoras, set lists e descobrindo maneiras interessantes de compartilhar sons e climas.
Mas “comofas”?
O funcionamento do Blip é relativamente simples. Uma vez feita a inscrição, o usuário tem a opção de fazer uma busca por título de música ou autor. Achou a música? clique em play para ouvir no próprio site, em streaming. A música não apareceu? faça o upload pela ferramenta nativa do site e disponibilize para todos os outros blippers.
Uma vez que a música esteja tocando no seu perfil, outros usuários que bliparam o mesmo cantor ou estilo são colocados automaticamente na sua lista. Assim você não fica com aquela síndrome do newbie – uma lista vazia e só você e poucos gatos pingados populando sua página.

À medida que seus gostos vão se estabelecendo, outras pessoas vêem suas indicações e reconhecem seu gosto concedendo “props” – nada mais do que estrelinhas que reconhecem uma escolha particularmente feliz de música.
A vantagem sobre os Last.fm e congêneres é que, se a faixa não existir na biblioteca conjunta, o próprio usuário alimenta o pote comum com suas gravações, bootlegs, live recordings e cds próprios.
Como rentabiliza? como controla direitos autorias? Além dos termos de uso a que o usuário se compromete a respeitar, ainda não vi nada que controle esse elemento tão delicado. Com o tempo a RIAA ou alguém do tipo vai se manifestar.
O importante é ver que uma função realmente colaborativa envolvendo música finalmente está à disposição. E o pessoal está usando e adorando.
Este post, assim como o do Twitter com o Governador, estão reproduzidos no meu novo espaço dentro da Abril Blogs
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